Saúde
Botucatu inicia domingo vacinação em massa contra a dengue
Saúde
Neste domingo (18), a Prefeitura de Botucatu, no interior paulista, vai dar início a uma campanha de vacinação em massa de sua população contra a dengue. A estratégia faz parte de um estudo que está sendo desenvolvido pelo Ministério da Saúde, a Prefeitura de Botucatu, a Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu e pelo Instituto Butantan para analisar a efetividade do imunizante.

A vacina a ser aplicada é a Butantan-DV, que já foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que é o primeiro imunizante contra a dengue em dose única no mundo. Essa vacina está em produção pelo Instituto Butantan, que já entregou as primeiras doses para o Ministério da Saúde.
Inicialmente, a vacina será utilizada em voluntários que participaram dos estudos do imunizante e também para a população dos municípios de Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), onde serão feitos estudos para avaliar a vacinação em massa da população. Em seguida, serão vacinados os profissionais da atenção primária.
Conforme mais doeses forem entregues pelo Butantan, o ministério vai estender essa vacinação ao público geral. De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, essa campanha vai começar pelos adultos de 59 anos e avançar gradualmente até atingir os jovens de 15 anos.
A vacina Butantan-DV utiliza a tecnologia de vírus vivo atenuado e foi desenvolvida pelo Instituto Butantan a partir de uma parceria articulada pelo Ministério da Saúde com a empresa chinesa WuXi Vaccines.
O imunizante protege contra os quatro sorotipos da doença, e a expectativa é que 30 milhões de doses possam ser entregues ao Ministério da Saúde até o segundo semestre de 2026.
Esta é a segunda vez que a cidade de Botucatu realiza uma vacinação em massa para avaliar a efetividade de uma vacina. Isso já havia ocorrido com a vacina AstraZeneca/Oxford/Fiocruz, que protege contra a covid-19.
Eficiência
O estudo clínico do imunizante Butantan-DV comprovou eficácia de quase 75% contra casos gerais de dengue, de mais de 91% contra casos graves e de 100% contra hospitalizações. Esse estudo foi realizado entre os anos de 2016 e 2024, com mais de 16 mil voluntários residentes de 14 estados brasileiros.
“A eficácia e a segurança [da vacina] já foram comprovadas. A estratégia de vacinação acelerada busca entender a sua efetividade, ou seja, o funcionamento do imunizante na vida real”, explicou Carlos Magno Fortaleza, diretor da Faculdade de Medicina de Botucatu, por meio de nota.
A expectativa é conseguir vacinar 90% da população entre 15 e 59 anos de Botucatu, o que somaria cerca de 80 mil pessoas.
Para essa vacinação, todas as Unidades Básicas de Saúde da cidade e o Espaço Saúde vão ficar abertos para receber a população entre as 8h e 17 horas. Segundo a prefeitura de Botucatu, no total serão 28 postos de vacinação.
Para evitar filas, a Secretaria Municipal da Saúde sugere que pessoas que tenham entre 35 e 59 anos se vacinem pela manhã, enquanto pessoas de 15 a 34 anos se vacinem no período da tarde.
Para receber a dose, é necessário apresentar um documento com foto, o CPF e o comprovante de residência.
Dengue
A dengue é uma doença causada por um vírus que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Os sintomas mais comuns da doença são febre alta, dor atrás dos olhos, dor no corpo, manchas avermelhadas na pele, coceira, náuseas e dores musculares e articulares.
Uma das principais formas de prevenção da doença é o combate ao mosquito transmissor. Isso pode ser feito eliminando água parada ou objetos que acumulem água como pratos de plantas ou pneus usados.
Saúde
Saúde envia 2,2 milhões de doses da vacina de covid-19 aos estados
O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira (16) ter enviado 2,2 milhões de novas doses da vacina contra a covid-19 para todos os estados e o Distrito Federal. Segundo a pasta, a ação garante estoque suficiente para atender às demandas regionais. 

Em nota, o ministério destacou que, com a entrega, o total de doses contra a covid-19 distribuídas nos primeiros meses de 2026 chega a 6,3 milhões. “Os estoques estão garantidos em todo o país”, reforçou a pasta no comunicado.
Entenda
As vacinas ofertadas via Sistema Único de Saúde (SUS) são atualizadas contra as cepas em circulação e são recomendadas de forma prioritária para grupos considerados mais vulneráveis.
O ministério é responsável por manter um estoque que atenda todo o país. A distribuição das doses às unidades de saúde e a organização da logística local são de responsabilidade dos estados e municípios, que gerenciam seus estoques, controle de validade e aplicação das doses.
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Números
Entre janeiro e março deste ano, a pasta informou ter enviado 4,1 milhões de doses aos estados, com 2 milhões aplicadas.
“A nova remessa, com mais 2,2 milhões de doses enviada nesta semana, dá continuidade ao envio regular e se soma aos estoques regionais para crianças e adultos, reforçando a estratégia de ampliação da cobertura vacinal.”
Quem deve se vacinar
O esquema de vacinação contra a covid-19 no Brasil segue diretrizes estruturadas conforme faixa etária e condições de saúde, com foco na proteção de grupos mais vulneráveis, conforme descrito abaixo:
- Idosos (a partir de 60 anos): duas doses, com intervalo de seis meses entre elas
- Gestantes: uma dose a cada gestação, em qualquer idade e fase gestacional, respeitando intervalo mínimo de seis meses desde a última dose
- Crianças de 6 meses a menores de 5 anos: esquema básico de duas ou três doses, conforme o imunizante
- Pessoas imunocomprometidas (a partir de 6 meses de idade): esquema básico com três doses e recomendação de doses periódicas (uma dose semestral, com intervalo mínimo de seis meses)
- População geral (5 a 59 anos): uma dose para pessoas não vacinadas anteriormente
A estratégia de vacinação também contempla outros grupos, como trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, população privada de liberdade, pessoas em situação de rua e trabalhadores dos Correios.
A orientação do ministério é que a população procure a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e manter a imunização em dia.
Cenário epidemiológico
Até 11 de abril de 2026, foram registrados 62.586 casos de síndrome gripal por covid-19. Também foram notificados 30.871 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), sendo 4,7% por covid-19 (1.456 casos), além de 188 óbitos por SRAG causados por covid-19.
“Diante desse cenário, a vacinação continua sendo a principal forma de proteção. As vacinas oferecidas gratuitamente pelo SUS são seguras e eficazes para prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos. Por isso, é fundamental manter o esquema vacinal atualizado, especialmente entre os grupos mais vulneráveis”, concluiu o ministério.
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