Opinião
Memórias que não cabem em embrulhos
Opinião
*Por Edy Machado
As festas infantis passam por uma transformação significativa. Aos poucos, o acúmulo de presentes dá lugar a algo muito mais valioso, que é a experiência. Celebrar deixa de ser sobre objetos e passa a ser sobre viver momentos que realmente marcam a infância.
Quem convive com crianças percebe com facilidade o que elas levam de um aniversário. Não são os embrulhos ou os brinquedos que se destacam, mas sim os sorrisos, as descobertas e a alegria compartilhada. São essas vivências que constroem memórias afetivas e mantêm a celebração viva muito além do dia da festa.
Nesse novo formato, o brincar ganha protagonismo. Espaços que incentivam movimento, imaginação e autonomia fazem toda a diferença. Correr, pular, explorar e criar histórias tornam a experiência mais leve, natural e significativa, respeitando o tempo e o jeito de cada criança.
As atividades também acompanham essa mudança. Oficinas criativas, circuitos interativos e desafios envolvem diferentes idades e estimulam a participação ativa. Mais do que entreter, essas experiências conectam, despertam interesse e tornam cada festa única.
Outro ponto essencial é a interação. Em um cenário cada vez mais digital, a festa se transforma em um espaço de conexão. O brincar em grupo fortalece amizades, estimula a cooperação e desenvolve habilidades como empatia e respeito, gerando aprendizados que vão além do evento.
Para as famílias, essa nova forma de celebrar traz mais significado. A festa deixa de ser uma soma de itens e se torna um conjunto de sentimentos. Ver os filhos felizes, integrados e aproveitando cada momento tem um valor que não se mede.
O Buffet Fly Park acompanha esse movimento ao valorizar experiências que encantam e envolvem. Cada detalhe é pensado para estimular a alegria, a interação e o brincar livre, criando um ambiente onde o mais importante não é o que se leva para casa, mas o que se vive. No fim, são as memórias que permanecem elas, definitivamente, não cabem em embrulhos.
*Edy Machado é empresária e proprietária do Fly Park, em Cuiabá.
Opinião
No Brasil, o câncer ainda depende da renda para ser curado
No Brasil, o acesso ao diagnóstico e ao tratamento do câncer ainda pode depender da condição financeira do paciente. Essa é uma realidade que expõe, de forma clara, as limitações das políticas públicas de saúde e a dificuldade histórica do país em garantir acesso igualitário ao tratamento.
Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) mostram a dimensão do problema: o país deve registrar cerca de 781 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028, sendo aproximadamente 518 mil casos anuais, excluindo tumores de pele não melanoma. Mato Grosso deve registrar cerca de 8.680 novos casos de câncer por ano nesse mesmo triênio, totalizando cerca de 25,9 mil novos casos. Isso coloca Mato Grosso entre os estados com maiores taxas de incidência do país.
Na prática, pacientes de baixa renda frequentemente chegam ao sistema de saúde com a doença em estágio avançado, o que reduz significativamente as chances de cura. Já aqueles que têm acesso à medicina privada costumam descobrir o câncer mais cedo, quando o tratamento é mais eficaz.
O tratamento do câncer no Brasil expõe a ineficiência do Estado em proteger seus cidadãos. Em 2025, o brasileiro trabalhou 149 dias — cerca de cinco meses — apenas para pagar impostos. Aproximadamente 40,82% da renda foi destinada ao pagamento de tributos diretos e indiretos. Ainda assim, mesmo diante de uma das maiores cargas tributárias do mundo, os governos, ao longo de décadas, não implementaram medidas de saúde capazes de garantir condições eficazes e igualitárias de tratamento entre as diferentes classes sociais.
De forma objetiva, pode-se afirmar que a população mais pobre continuará morrendo mais, sofrendo mais, enfrentando maiores mutilações e limitações após o tratamento do câncer no país. Além disso, permanecerá mais tempo afastada de suas atividades profissionais e sociais, apresentará maiores taxas de aposentadoria precoce e menor produtividade, gerando impactos familiares e sociais relevantes. Em resumo, morrerá mais jovem, após enfrentar mais dor e sofrimento — consequências diretas de diagnósticos tardios e da incapacidade do Estado de oferecer uma saúde de melhor qualidade e mais equitativa.
É uma constatação que não pode mais ser ignorada: no Brasil, o tempo do diagnóstico ainda define quem tem mais chances de sobreviver.
Isso ocorre justamente em um momento de importantes avanços na medicina. Hoje, contamos com tratamentos mais personalizados, imunoterapia e o uso crescente de tecnologias para diagnóstico precoce. No entanto, o acesso a essas inovações ainda não é igual para todos.
O acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado não pode depender da renda. Trata-se de um direito e de uma responsabilidade direta do Estado.
O Dia Mundial de Combate ao Câncer, em 8 de abril, reforça a urgência desse debate. Não basta avançar na tecnologia — é preciso garantir que ela chegue a toda a população.
Em um ano eleitoral, essa realidade precisa deixar de ser apenas um diagnóstico e se tornar prioridade. É fundamental que propostas concretas para o enfrentamento do câncer — especialmente no acesso ao diagnóstico precoce — estejam no centro do debate público.
Como médico oncologista, professor e cirurgião, reforço: nenhum avanço substitui a prevenção. A alimentação equilibrada continua sendo um fator essencial na redução do risco de câncer, inclusive para quem já enfrentou a doença.
O Brasil vive um paradoxo entre avanço científico e desigualdade no acesso. Enfrentar o câncer exige mais do que tecnologia — exige decisão, investimento e compromisso com a equidade.
O enfrentamento do câncer no país não é apenas um desafio médico. É, sobretudo, uma escolha política — e essa escolha define, na prática, quem terá acesso à vida.
Dr. Wilson Garcia, Médico oncologista, professor e cirurgião, combatente da mortalidade por câncer no país.
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