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Fernando de Noronha recebe festival literário “Entre mares e palavras”

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A ilha de Fernando de Noronha recebe a partir desta sexta-feira (14), até domingo, a primeira edição do Literarte, festival literário e artístico do local. O evento reúne escritores, músicos e artistas em um grande encontro com atividades literárias e artísticas para a população.

O tema do evento é “Entre mares e palavras: a literatura no oceano da imaginação”, e o homenageado é o escritor pernambucano Raimundo Carrero.

Entre os nomes de destaque da cena literária presentes no festival estão Aline Bei, Santiago Nazarian, Mailson Furtado e Cida Pedrosa. O Literarte valoriza também os escritores de Fernando de Noronha, como Graziele Rodrigues, Ikaro Silvester, Elda Paz e Thania Brito, que vão participar da programação.

Outra atração será um painel especial com professores das escolas do arquipélago para falar sobre a importância da literatura e dos livros para a educação.

O festival é promovido pela Administração Distrital de Fernando de Noronha, e a entrada é gratuita.

 


Fonte: EBC Cultura

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Espetáculo em São Paulo retrata histórias da Guerra de Canudos

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Está em cartaz no Itaú Cultural de São Paulo o espetáculo Restinga de Canudos, que retrata as histórias anônimas da guerra. A montagem da Companhia do Tijolo venceu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte no ano passado de melhor direção.

Quando se fala em Guerra de Canudos, Antônio Conselheiro é o nome que costuma ser lembrado no conflito entre o exército e a comunidade liderada por Conselheiro. Mas o evento que aconteceu entre 1896 e 1897, no sertão da Bahia, foi vivenciado por figuras anônimas e são essas pessoas o foco da montagem. O diretor do espetáculo, Dinho Lima Flor, comenta a importância das mulheres educadoras de Canudos na consciência crítica da comunidade:

“É muito importante a história dessas mulheres porque quebra versões que diziam que Canudos não tinha escola. Todas as crianças estudavam, tinha muita gente que lia. A educação, o pensamento, são essas figuras que fazem a grande educação de Canudos. O povo sabia que a República, como a monarquia, não iria salvá-los, porque é uma coisa estrutural, a coisa da escravidão. Canudos já tinha esse pensamento pra frente”, diz.

No palco, a narrativa é protagonizada por duas professoras, ao lado de agricultores, beatos rezadores, cantadores, um indígena e um praticante do culto afro-indígena da Jurema Sagrada. Desde que surgiu, há quase 20 anos, a Companhia do Tijolo investiga o pensamento de Paulo Freire, ideia presente no nome. ‘Tijolo’ se refere a como Freire falava sobre a alfabetização de trabalhadores da construção civil. Com a peça sobre Canudos, o grupo mantém as pesquisas sobre educação popular. Dinho Lima Flor comenta a homenagem a todas as pessoas que morreram no conflito:

‘”li era um experimento coletivo onde tudo era de todos e nada era de ninguém. O pensamento de Canudos não foi construído por uma pessoa, mas foi construído por muitas pessoas. Trazer essas pessoas junto com o Conselheiro, dar luz e estudar esses seres que estudaram e praticaram a resistência contra as Forças Armadas”, diz. 

Restinga de Canudos segue em cartaz até o dia 26 de abril, com sessões de quinta-feira a domingo e a reserva dos ingressos é feita na terça-feira da mesma semana da apresentação pelo site do Itaú Cultural.


Fonte: EBC Cultura

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