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Festival de dança reúne mais de mil bailarinos no Cine Theatro Brasil

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Um festival de dança de variados estilos vem atrair mais de mil bailarinos a Belo Horizonte nos dias 28 e 29 de março. É a terceira edição do BH em Dança, que busca reconhecer e valorizar o talento e a dedicação desses artistas, oferecendo premiações e oportunidades de crescimento. O diretor Richard Gonçalves conta um pouco do que o público pode esperar do evento, que reunirá performances de artistas de todo o país.

O público poderá assistir a apresentações de diversas modalidades. Temos apresentações desde o balé clássico à dança de rua, ao jazz, ao contemporâneo, às danças populares também teremos, dança livre, que é um conjunto de modalidades e que você pode juntar, desde o balé clássico misturado com dança de rua, ou a dança contemporânea misturada com o balé clássico“.

O diretor explica também que o projeto partiu da observação do forte cenário da dança na capital mineira.

“A ideia de fazer um festival competitivo em BH nasceu sobre a minha vontade de trazer algo novo para o mercado da dança mineira, que é um mercado muito bom, que tem muitos talentos, jovens talentos em Minas Gerais, e eu queria fomentar um pouco mais essa área da dança em Minas e trazer oportunidades com jurados renomados, e senti a necessidade de algo novo em BH”.

Além de premiação, o BH em Dança oferece aos participantes oportunidades como bolsas de estudo nacionais e internacionais e parcerias com outros eventos semelhantes. Caberá a um júri especializado a responsabilidade pela escolha dos vencedores, como explica Richard Gonçalves.

“Nós temos um júri artístico e técnico, com profissionais renomados no Brasil e no exterior, e esse júri  tem uma ficha de avaliação. Nessa ficha, eles têm que dar duas notas: uma nota técnica e uma nota artística. Daí sai a média pra gente fazer as notas, somar as notas, e as maiores notas têm as premiações: primeiro, segundo e terceiro lugar”.

 Ele fala ainda sobre a expectativa para essa nova edição do evento.

“A expectativa é grande, estamos esperando 1.200 bailarinos participantes. Além disso, iremos fazer num teatro super querido, um teatro que tem uma história muito bonita em BH, que é o Cine Theatro Brasil, que fica no centro de BH, na Praça Sete. É um teatro que tem um simbolismo gigante para a cultura de BH e de Minas Gerais. É uma oportunidade ótima de pisar num palco tão histórico para a cultura mineira”.

O Festival BH em Dança acontece nos dias 28 e 29 de março, com ingressos a R$ 70, no Cine Theatro Brasil. Inaugurado em 1932, o prédio histórico foi restaurado entre 2007 e 2013, após anos de abandono, e se transformou em importante espaço para grandes eventos não só teatrais, mas também de música, dança, exposições e mostras de cinema.


Fonte: EBC Cultura

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Espetáculo em São Paulo retrata histórias da Guerra de Canudos

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Está em cartaz no Itaú Cultural de São Paulo o espetáculo Restinga de Canudos, que retrata as histórias anônimas da guerra. A montagem da Companhia do Tijolo venceu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte no ano passado de melhor direção.

Quando se fala em Guerra de Canudos, Antônio Conselheiro é o nome que costuma ser lembrado no conflito entre o exército e a comunidade liderada por Conselheiro. Mas o evento que aconteceu entre 1896 e 1897, no sertão da Bahia, foi vivenciado por figuras anônimas e são essas pessoas o foco da montagem. O diretor do espetáculo, Dinho Lima Flor, comenta a importância das mulheres educadoras de Canudos na consciência crítica da comunidade:

“É muito importante a história dessas mulheres porque quebra versões que diziam que Canudos não tinha escola. Todas as crianças estudavam, tinha muita gente que lia. A educação, o pensamento, são essas figuras que fazem a grande educação de Canudos. O povo sabia que a República, como a monarquia, não iria salvá-los, porque é uma coisa estrutural, a coisa da escravidão. Canudos já tinha esse pensamento pra frente”, diz.

No palco, a narrativa é protagonizada por duas professoras, ao lado de agricultores, beatos rezadores, cantadores, um indígena e um praticante do culto afro-indígena da Jurema Sagrada. Desde que surgiu, há quase 20 anos, a Companhia do Tijolo investiga o pensamento de Paulo Freire, ideia presente no nome. ‘Tijolo’ se refere a como Freire falava sobre a alfabetização de trabalhadores da construção civil. Com a peça sobre Canudos, o grupo mantém as pesquisas sobre educação popular. Dinho Lima Flor comenta a homenagem a todas as pessoas que morreram no conflito:

‘”li era um experimento coletivo onde tudo era de todos e nada era de ninguém. O pensamento de Canudos não foi construído por uma pessoa, mas foi construído por muitas pessoas. Trazer essas pessoas junto com o Conselheiro, dar luz e estudar esses seres que estudaram e praticaram a resistência contra as Forças Armadas”, diz. 

Restinga de Canudos segue em cartaz até o dia 26 de abril, com sessões de quinta-feira a domingo e a reserva dos ingressos é feita na terça-feira da mesma semana da apresentação pelo site do Itaú Cultural.


Fonte: EBC Cultura

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