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Mostra em Recife celebra o reisado pernambucano

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O Reisado, uma das principais manifestações da cultura pernambucana – está sendo celebrado com uma mostra que começou esta semana, na Galeria Arte Plural, localizada no Recife Antigo 

A exposição “Espelho de Brincantes”, assinada pela estilista e designer de moda Juliana Souto, apresenta ao público um recorte das indumentárias de mestres e mestras de grupos de reisado da cidade pernambucana de Garanhuns. 

São dezenas de fotografias – numa mescla de registros de moda e documentais – que levam o público a uma jornada visual do universo do reisado, Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Pernambuco.

Juliana teve como base uma pesquisa histórica sobre o Reisado em Garanhuns, suas origens e o legado artístico das personagens que mantêm viva a tradição ao longo dos anos.

Entre os homenageados na Exposição, Dona Zefinha é a única detentora do saber dos reisados viva e em atividade à frente do grupo Três do Oriente. 

Além da Mestra Zefinha, também foram pesquisados os mestres João Tibúrcio e Gonzaga, ícones de três grupos de reisado que atuam na cidade desde a década de 1950.

A artista transportou as imagens dos três mestres, vestidos com seus trajes de festa, de seus lugares reais e para um espaço fantástico, lúdico e mítico criado pela fotógrafa. 

Projeções audiovisuais e uma trilha sonora composta por sons dos reisados ampliam a experiência do visitante, convidado a mergulhar em cores, ritmos e narrativas que atravessam gerações e constroem a identidade do reisado pernambucano.

A exposição “Espelho de Brincantes” possui recursos de audiodescrição e ficará aberta ao público de segunda a sábado, até o dia 6 de fevereiro.

 


Fonte: EBC Cultura

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Janis Joplin é homenageada em exposição no Museu da Imagem e do Som-SP

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Ícone da contracultura hippie e dona de uma das maiores vozes do rock, Janis Joplin é homenageada em uma exposição que começou nesta quinta-feira no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo. São mais de trezentos itens originais da cantora e compositora estadunidense, entre cartas, fotografias, figurinos e discos. 

Janis Joplin teria completado 83 anos em janeiro. Ela morreu em outubro de 1970, aos 27 anos, e se consagrou como uma das grandes vozes do rock, além de ter uma presença de palco eletrizante. 

Na mostra, o público pode ver fotos, livros e discos de músicos de blues que influenciaram a artista, além de cartas, desenhos criados por ela, acessórios e roupas  – objetos que estavam guardados desde a morte da cantora e são exibidos pela primeira vez.  O diretor-geral do MIS e curador da exposição, André Sturm, explicou a ideia de dividir a exposição por sentimentos. Para ele as emoções eram intensas, por isso escolheu este lado mais potente: o amor, a felicidade, a tristeza, a liberdade…

A intensidade da voz rasgada pode ser ouvida em trechos de músicas disponíveis na mostra e também no vídeo exibido em uma tela enorme  com um trecho da apresentação no Festival de Monterey Pop em 67, um ponto de virada na carreira de Janis Joplin. 

Uma das salas é dedicada à vinda de Janis ao Brasil: em fevereiro de 1970, meses antes de morrer, ela desembarcou no Rio de Janeiro, em pleno carnaval, conheceu Alcione e Serguei, deu canjas em boates e foi fotografada nas praias cariocas. 

Chris Flannery foi consultor da exposição, e fez a ponte entre o museu e a família da cantora. Ele conta que a mostra traz a essência do estilo boho-chic de Janis e vai além

“Eu acho que nos manuscritos, nos desenhos dela, você vai ver um lado dela que as pessoas não conheciam: ela era uma artista. Então tem um espaço com a arte dela aqui. Então agora você tem a chance de começar a entender quem foi essa mulher. E tem muitos detalhes, muitas coisas da história dela e foi feito um ótimo trabalho de capturar a essência de quem ela foi como musicista”.


Foto da Expo Janis Joplin

Entre os anos de 1966 e 1970, Janis Joplin gravou quatro discos: dois como vocalista da banda Big Brother and the Holding Company e dois em carreira solo. O último deles, “Pearl”, foi lançado em janeiro de 1971, três meses depois da morte da cantora.

Janis Joplin foi livre à sua própria maneira e, além da importância na música, também representou um símbolo de liberdade para as mulheres ao não se encaixar em papéis sociais estabelecidos. 

A exposição “Janis” fica em cartaz no MIS até o mês de julho, e os ingressos podem ser comprados no site do museu. Às terças-feiras, a entrada é gratuita.


Fonte: EBC Cultura

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